Primeiro ato: cachorro em cena

A ocupação poética do Território.

Mais do que um livro coletivo, trata-se de um verdadeiro ato público.

ISBN: 7896599000423

Brochura com orelha

16x23 cm

Em 2019 autores da TextoTerritório formaram um coletivo e convidaram poetas estrangeiros. O resultado é Primeiro ato: cachorro em cena.

O livro reúne intervenções de

  • Ana Paula El-Jaick
  • Beky Gabay
  • Jean Arcadian
  • Luiz Fernando Matos Rocha
  • Luiz Fernando Medeiros
  • Márcia Carneiro

Edição impressa

R$ 40,00

Frete incluso para todo o Brasil.

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Orelha

Este livro é uma praça pública. Antes de iniciá-lo e fazer as ilações e viagens para compreender Primeiro ato: cachorro em cena, o título que os autores astutamente lhe atribuem, sugerimos que o leitor pense num título alternativo, tirado de uma série de dois poemas que aqui aparece “Square sem medo”. Esta praça-livro guarda diferenças e aproximações com a place de Saint-Sulplice que Georges Perec pretendeu fixar na sua Tentative d’épuisement d’un lieu parisien.

A principal diferença se evidencia no silencioso ponto de observação que o autor francês assume, no café de la Mairie, para registrar, em três dias consecutivos, tudo o que vê. Para os autores desse Primeiro ato: cachorro em cena não há silêncio, o livro inteiro é um brado retumbante em uma praça e fala da urgência de ocupá-la como lugar político, onde afloram as demandas públicas e individuais, onde se aprende o complexo exercício da democracia. Até os poemas apresentados como colagens fotográficas, sem a força do apelo verbal, gritam; poemas de franco investimento memorialístico, como “tropeçava nas pedras”, ou de pungente drama íntimo, como a série “Setembro de 2019”, berram; tudo no livro ocupa a praça como lugar de troca, partilha e diferença.

E assim como no livro de Perec, o resultado é fragmentário. As duas experiências literárias, distantes no tempo e no espaço, parecem comprovar que qualquer tentativa de fixação de uma praça em livro resultará em fragmentos. A vida é maior. Essa vida que a máquina de moer carne da exploração insana do trabalho humano tenta esgotar é muito maior e inesgotável. Nesse sentido, nos dois casos estamos diante de atos de resistência. Parar três dias em um café para observar e anotar tudo o que acontece numa praça, ou reunir vozes de poetas do Brasil, do Uruguai e da França, que logram, mesmo na distância dos contatos virtuais, produzir presença e tocar o contemporâneo, são escolhas que redimensionam e rearticulam, para fora da rede que reifica a vida.

Por isso, leitor, chegue também nessa praça sem medo. E, antes das ilações, leia como quem faz um brinde.

Saúde!