Transfronteiras

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Rute Gusmão

ISBN - 978-65-990004-3-0

1ª edição, 2020

Formato: 12x18 cm

Brochura

158 páginas


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Sinopse:

Em qualquer lugar que se esteja — país, estado, cidade, bairro, casa, há sempre uma transfronteira. A organização dos espaços humanos obriga, por humana, à concepção do “além de”, essa terra incerta e semovente, quase sempre inalcançável, mas que nunca deixamos de buscar.

O título de Rute Gusmão chama atenção para o aspecto da construção da territorialidade em que, sem deixar de enfatizar a travessia de fronteiras, o atravessamento entre culturas, tenta fixar a existência de um território além. No romance, Helene, documentarista que mora em Futebolândia e trabalha na pesquisa para um filme sobre movimentos migratórios na América Latina, durante um voo de Caçari para o sudeste do país, torna-se a ouvinte da história de Agostino Chaconte, seu vizinho de poltrona no avião, professor de história da cidade de Cafesópolis e que, um dia, apaixonou-se por Serena Flores, uma professora de origem indígena do País que Viveu o Esplendor.

As idas e vindas dessa história de amor são o eixo que sustenta a expectativa do leitor da primeira à última linha de Transfronteiras. Por outro lado, a maneira como a escrita de Rute Gusmão elabora as referências espaciais vai além do nome cifrado de países fronteiriços e de cidades brasileiras que sofrem e se desmantelam com as inações políticas de hoje e sua consequente devastação.

Há, no plano espacial da narrativa, um instigante jogo entre uma história de deslocamentos pedestres nas fronteiras latino-americanas, que ameaçam a existência e a resistência de culturas originárias, e a narrativa feita em pleno ar, que corresponde aos deslocamentos da própria viagem humana, em busca dos significados mais intrínsecos, inerentes não só aos personagens, mas também interligados a nós, leitores desta abordagem corajosa e intensa, na busca da identidade dos povos espoliados. A maneira como se constroem elementos desta identidade e de seu desafio em diferença, o amor, sem que se esteja com os pés no chão, é sintomática dos rumos que estamos dando à construção de nossas relações de vizinhança e nossa identidade profunda.

Pulsam, em Transfronteiras, não só as fronteiras do humano, mas sua ultrapassagem e o desejo de unidade política e cultural de que muitas vezes não nos damos conta.