Artesania de textos - invenção de parentalidades

Artesania de textos - invenção de parentalidades

ISBN - 978-85-65375-50-4

1ª edição, 2018

Formato:

Brochura com orelha 12x18 cm

108 páginas

Projeto da Oficina Literária TextoTerritório em parceria com o Instituto Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Coordenação: Cynthia Magluta. Oficina Literária: Alexandre Faria e Oswaldo Martins. Oficina sobre parentalidade: Marcos Nascimento. Autores: Alexandra Campos, Alexandre Trajano, Anita Silva Paez, Corina HF Mendes, Cynthia Magluta, Daniela Koeller Rodrigues Vieira, Katia Maria Souza, Marcos Nascimento, Maria Martha D. Moura, Rachel Niskier e Roberta Tanabe.

R$40,00

frete para o Brasil incluso

Orelha:

O conceito de territorialidade vem se modificando ao longo dos últimos anos. Não mais se apresentam mundos predeterminados cuja expressão se ponha em um lugar definido e seguro para o homem. A variedade de lugares que se pode ocupar hoje faz com que as estruturas herdadas da tradição se façam questionar, duvidar, reconstituir e reconstruir. A Editora TextoTerritório coloca-se no limite desta discussão, ao investir seus esforços em ampliar o quadro das percepções e atuações do sistema editorial brasileiro. Neste sentido, ao abraçar o projeto de orientar, discutir e promover os textos construídos pelos autores da oficina sobre parentalidade, proposta pelo Instituto Fernandes Figueira, a TextoTerritório vem cumprir um dos seus projetos mais caros, o de dar voz a territórios variados e necessários para a construção das diversas versões que constituem o mundo.

Os textos a que os leitores deste livro terão acesso são diversos; os conceitos sobre parentalidade com que se defrontarão são também vários e buscam ampliar uma compreensão que hoje não cabe mais na expressão única das famílias tradicionais. Quando, no mundo real, as estruturas se modificam, há de se encontrar a forma de dizer e o que dizer sobre essas novas formas que se erigem como um desafio ao pensamento cristalizado.

A literatura tem o dom de, ao criar mundos, promover não só o questionamento do mundo, como o senso-comum o enxerga, mas criar possibilidades que certamente a vida imitará. A arte como expressão foge dos critérios realistas dos antigos séculos e mergulha na inventividade do que virá a ser, por isso, necessariamente a vida há de imitar a arte e as expressões de ousadia reflexiva que põem o leitor em contato tanto com a miséria humana quanto com a tentativa, e tratativa, de compreendê-la e poder responder com acuidade aos problemas que se mostram urgentes e necessários.

O livro é uma contundente busca de ressignificação dos territórios que são ao mesmo tempo reconhecidos e estranhos à eterna capacidade de respostas que o ser humano se coloca sempre que encontra uma nova e desconhecida territorialidade a que tem de se ajustar para que possa novamente se por em marcha e reconhecer, neste mosaico caleidoscópico que a vida prepara e cobra, as possibilidades de reflexão e criação.