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aintiode para as marias antonietas

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as marias pretas com seus carrões
suas prisões
suas botas, fuzis e porrada
fizeram anna sofrer
silenciaram sua voz

mas anna viveu ali onde seu povo estava
à sombra distante do amor de amadeo

as botinas dos gendarmes paulistas
as botinas dos polícias comandos pelo conforto dos palácios
pelo conforto do superfaturamento dos transportes públicos
pelo conforto dos bem nascidos de helicópteros
sentam porrada e fuzis
silenciam as vozes ali bem ali
à sombra do amor dos estudantes
à sombra do amor que toma os cinemas
que toma os bondes
que toma as esquinas
que toma as escolas

as botinas dos rotas dos bopes
amam os estudantes
amam os professores
amam os manifestantes em geral
por isso sentam a pua
senta o cacete
como os pais desavisados castigavam seus filhos
com surras homéricas
e castigos ferazes

os bopes os rotas são filhos da puta
de filhos da puta maiores
e como filhos da putinha
agem truculentos como os filhos da candinha
agem às escondidas em suas redomas de paraíso fiscal
junto aos deuses junto aos preceitos sagrados do primeiro
o meu o meu o meu o meu
com o que carnificinam as estruturas da sociedade

estes senhores e oficiais do hades moderno
buscam calar a rua
buscam calar as inquietações
buscam calar geral
que não há outra possível para as ordens
para os costumes
senão o dissabor da pimenta e da borracha
senão o dissabor da navalha na carne
o dissabor das desclassificações sociais
puta bicha sapata traveco desocupado

vândalos das minhas neblinas frias!

balancem a pemba
balancem o saco
requebrem a bunda
siririquem o xibiu

que a ordem se treme toda quando
a nu é posta nua
quando lhes resta apenas a ação acanalhada
dos urubus de gravata

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